A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa neurológica caracterizada por uma diminuição dos neurônios dopaminérgicos na pars compacta da substância negra e concentrações reduzidas de dopamina nos gânglios basais. Compromete a mobilidade, a saúde mental e a interação social. Porém, é uma doença que pode ser mediada para melhor qualidade de vida e funcionalidade, diminuindo a progressão dos sintomas. E essa mediação é feita pela fisioterapia e exercício físico.

Para você que acabou de chegar no site por este artigo, quero que você saiba que a Clínica Prosense, é uma referência nacional em reabilitação de lesões e problemas neurológicos. A equipe multidisciplinar, altamente especializada, e com recursos tecnológicos e instrumental propício para aceleração da sua independência e reabilitação.  Seja bem vindo e boa leitura!

 

Sintomas: 

Divididos em sintomas motores e não motores. Os sintomas motores são caracterizados por bradicinesia, rigidez, tremor de repouso e instabilidade postural, esses começam a aparecer na fase inicial da doença, levando à diminuição da qualidade de vida (QV). Existem também vários sintomas não motores, como anosmia, distúrbios do sono, sintomas psiquiátricos, prejuízo cognitivo, disfunção autonômica, fadiga e dor.

 

Janelas para intervenção fisioterapêutica:

Nível pré-sintomático: possibilidades de neuroproteção e neurorestauração, ou seja, conseguimos proteger os neurônios e suas conexões.

Nível sintomático: quando trata os sintomas, onde agem a maioria das medicações para DP.

– Estágio inicial da DP: diminui velocidade durante dupla tarefa e realiza oscilações (geralmente não tem queixa da marcha). A classificação é Hoehn Yard (HY) 1.

– Estágio intermediário da DP: sem histórico e queixa de quedas, porém possui teste de equilíbrio alterado – instabilidade postural; apresenta também o freezing com risco de quedas. A classificação é HY 2-4.

– Estágio avançado da DP: dependente, dificuldade para tarefas simples, declínio cognitivo leve. A classificação é HY 5.

 

Objetivos de tratamento:

HY 1: prevenir inatividade, aumentar capacidade física, prevenir medo de quedas, reduzir a dor, retardar perdas funcionais, educar para o auto cuidado. Geralmente a queixa é dor (atinge 80% das pessoas com DP e possui 4 origens diferentes). *Muitas pessoas descobrem a DP por queixa de dor.

HY 2-4: manter ou melhorar o desempenho, transferências, equilíbrio, marcha e destreza (micrografia, dificuldades com movimentos finos).

HY 5: cuidados paliativos (ainda não tem consenso sobre o ideal, mas a intenção é manter o que tem e prevenir contraturas, encurtamentos, deformidades, dor e entre outros). Manter funções vitais, prevenir úlceras por pressão, prevenir contraturas, dar apoio aos cuidadores e equipe de enfermagem.

 

*Recentemente, tem havido um interesse crescente na construção de estratégias de reabilitação para pacientes em DP de uma maneira abrangente e diversa, uma das quais é o exercício.

 

Intervenções:

São extremamente variadas e muitas delas nós oferecemos em nossa clínica, como: realidade virtual, estimulação elétrica e magnética transcraniana, pistas, estratégias cognitivas, esteira, exercício físico, etc.

Vale ressaltar que duas pessoas com DP não terão o mesmo tratamento, porque tudo depende de uma avaliação minuciosa. E, nossa avaliação engloba diversos quesitos importantes para que possamos entender melhor o paciente como pessoa, suas queixas e o que pode estar relacionado com elas.

 

O exercício físico gera melhora dos sintomas motores e não motores na DP. Dentre essas melhoras podemos citar: equilíbrio, velocidade de caminhada, mobilidade, sintomas motores da DP, habilidade para realizar as atividades de vida diária e estado mental/comportamental/emocional.  Além disso, o exercício físico é seguro para pessoas com DP, desde que indicados por um profissional capacitado.

 

Inatividade é fator de risco para piorar sintomas motores e não motores da DP. A atividade física é um ajudante tão poderoso quanto a medicação na DP!

 

Agende a sua avaliação, não fique ai parado enquanto você pode fazer mais por você mesmo!

 

 

REFERÊNCIA:

Choi HY, Cho KH, Jin C, et al. Exercise Therapies for Parkinson’s Disease: A Systematic Review and Meta-Analysis. Parkinsons Dis. 2020;2020:2565320.