MARCHA DO INDIVÍDUO COM LESÃO MEDULAR

A lesão medular (LM) acontecem por danos à medula espinhal que podem ocorrer de várias maneiras, embora a causa mais comum seja devido a trauma externo. A alteração mais notável em grande parte dos indivíduos é a perda da capacidade de marcha.

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  • Lesão completa da medula espinhal: Uma lesão completa significa que não há função abaixo do nível da lesão – nenhuma sensação e nenhum movimento voluntário.

Em um indivíduo com LM completa existe uma grande dependência do tipo de entrada sensorial, até porque o padrão locomotor é estereotipado e condicionado ao estímulo. Além disso, sua grande maioria precisa de suspensão de peso e auxílio em membros inferiores. Isso em geral, mas pode haver presença de zonas de preservação parcial e também depende do nível da lesão.

 

  • Lesão incompleta da medula espinhal: uma lesão incompleta significa que há alguma função abaixo do nível primário da lesão.

Na LM incompleta existe maior possibilidade de adaptação e plasticidade, o padrão de marcha possui características de ativação próximos da marcha voluntária (possui modulação de nível supraespinhal). Porém, indivíduos com LM incompleta dão menos passos por dia comparado ao indivíduo sem lesão (2600 passos – AIS C e D) e isso está relacionado a menor força de extensores de joelho, menor equilíbrio “estático”, menor eficiência metabólica (gasta substrato energético muito mais rápido) e menor confiança na capacidade de equilíbrio. Com isso a marcha se torna menos automática por necessitar maior demanda atencional.

*Indivíduo com LM possuem transição de fibras tipo I para tipo II (menos fibras oxidativas e mais fibras glicolíticas; ou seja, mais gasto energético por aproveitar menos o oxigênio; fadigam mais rápido), possuem aumento do limiar proprioceptivo (detecta mais dificilmente os estímulos) e essa percepção de perturbação externa piora com o aumento da velocidade (piora o processamento proprioceptivo, ou seja, mais suscetível a não notar um desequilíbrio).

 

Algumas alterações possivelmente presentes:

Extensão de quadril insuficiente no apoio  fraqueza de extensores e abdutores de quadril.

Flexão de quadril e joelho insuficiente no balanço  fraqueza de flexores de quadril e espasticidade.

Flexão plantar persistente no balanço e contato inicial por espasticidade, fraqueza de dorsiflexores e eversores de tornozelo.

 

MARCHA DO INDIVÍDUO COM LESÃO MEDULAR

 

São preditores de melhor função de marcha: força de membros superiores e inferiores, equilíbrio, redução de espasticidade e menor idade.

 

No geral o indivíduo com lesão medular apresenta:

– Redução de velocidade, cadência e tamanho do passo;

– Aumento da duração dos ciclos;

– Compensações;

– Déficit de equilíbrio;

– Co-contrações e espasticidade;

– Déficit proprioceptivo;

– Fraqueza de extensores e abdutores de quadril, extensores e flexores de joelho, dorsiflexores e eversores de tornozelo;

– Déficit de propulsão do tornozelo.

Para realizar uma reabilitação adequada é necessário que os motivos que estão interferindo na realização da marcha sejam controlados. Na clínica nós temos recursos como barras paralelas, estimulação elétrica funcional, estimulação transcraniana, walkaide, realidade virtual e entre outros. Agende uma avaliação conosco.

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REFERÊNCIA:

Krawetz P, Nance P. Gait analysis of spinal cord injured subjects: effects of injury level and spasticity. Arch Phys Med Rehabil. 1996 Jul;77(7):635-8.

Pérez-Nombela S., del Ama-Espinosa A.J., de los Reyes-Guzmán A., Gil-Agudo Á., Molina-Rueda F., Torricelli D. The Importance of Gait Analysis in Incomplete Spinal Cord Injury Patients in Field of Neurorehabilitation. 2013.