Aqui na clínica ProSensne nós temos diversos recursos para atender diversas disfunções neurológicas, entre elas a Paralisia Cerebral. Para saber mais sobre essa condição de saúde, clica em leia mais e vamos construir esse conhecimento juntos.


Para você que acabou de chegar no site por este artigo, quero que você saiba que a Clínica Prosense, é uma referência nacional em reabilitação de lesões e problemas neurológicos. A equipe multidisciplinar, altamente especializada, e com recursos tecnológicos e instrumental propício para aceleração da sua independência e reabilitação.  Seja bem vindo e boa leitura!


Paralisia CerebralO que é?

A Paralisia Cerebral (PC) é definida como uma desordem permanente do movimento e da postura, atribuída a distúrbios não progressivos que ocorrem durante o desenvolvimento e a formação do sistema nervoso central (SNC). A PC pode ser adquirida antes, durante ou após o nascimento. As disfunções motoras na PC são acompanhadas, na maioria dos casos, por distúrbios sensoriais, perceptuais, cognitivos, comunicativos e muitas vezes, presença de convulsões. Além da incapacidade motora, indivíduos com PC apresentam alterações nas condições relacionadas a atividades e participação, quando contextualizados pela Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). Diante deste cenário, é extremamente importante que indivíduos diagnosticados com PC sejam assistidos por equipe terapêutica multidisciplinar: fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

Quais são as causas?

As causas da PC sempre foram divididas em três grandes momentos:

Pré natal (antes do nascimento): caracterizado por desordens genéticas, infecções congênitas do grupo TORCH (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes e sífilis) e hipóxia fetal decorrente de complicações maternas, como hemorragias durante a gestação. A exposição da mãe a substâncias tóxicas ou agentes teratogênicos, como radiação, álcool, cocaína e certas medicações, principalmente nos primeiros meses de gestação, representa um fator derisco.

Peri natal (durante o nascimento): as causas se relacionam, principalmente, a complicações durante o parto, sendo a prematuridade e a hiperbilirrubinemia mais prevalentes.

Pós natal (após o nascimento): são infecções do SNC (meningites e encefalites), traumatismo cranioencefálico e hipóxia cerebral grave (afogamento, convulsões sem controle e prolongadas e parada cardíaca).

Sendo que não é consenso na literatura qual o período exato ocorre o desenvolvimento cerebral completo, ou seja, não se pode afirmar com precisão o limite superior de idade que caracterize quando é o fim do período pós natal. Acredita-se que as causas de origem pré natal representam 75% dos casos, asfixia peri natal entre 6 e 8% e as causas pós natal variam de 10 a 18%.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da PC é dado baseado na combinação do caso clínico com a manifestação de sinais neurológicos, sendo que 14% dos casos é sugestivo de componente genético. O diagnóstico geralmente ocorre entre a faixa etária de 1 e 2 anos de idade, porém, de acordo com a literatura atual, o diagnóstico precoce ou situações que indicam alta probabilidade de risco da PC, podem ser previstos até os 6 meses de idade cronológica ou corrigida – em casos de prematuridade.

Para a realização de um diagnóstico clínico precoce e com exatidão, é necessário a combinação de raciocínio clínico seguido de avaliações com fortes variáveis preditivas para detecção de lesões encefálicas, são elas: ressonância magnética neonatal, avaliação da qualidade de movimento da criança e exame neurológico infantil.

O diagnóstico precoce ajuda a promover a aceitação familiar, levando ao aumento da confiança com a equipe médica, permitindo então maiores e melhores acessos à intervenções de tratamentos precoces e maior eficiência no uso de recursos terapêuticos, o que contribui para resultados mais satisfatórios relacionados à reabilitação da criança.

Tem cura?

Não. A lesão encefálica causada pelo evento que ocasionou a PC é permanente, imutável e não progressiva, ou seja, a lesão existirá por toda a vida do indivíduo, porém não haverá extensão e/ou progressão da mesma. Porém, a intervenção precoce maximiza a neuroplasticidade e minimiza as consequências secundárias das manifestações tônicas que afetam os grupos musculares e o alinhamento ósseo desses indivíduos, promovendo melhoras em relação a força muscular, equilíbrio, percepção corporal e atividades de vida diária.

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O que esperar do desenvolvimento da criança com PC?

Embora a PC se manifeste de forma heterogênea entre indivíduos, o desenvolvimento da função motora grossa e da postura é uma habilidade prejudicada em todas as crianças e adolescentes. O Sistema de Classificação da Função Motora Grossa(GMFCS) se distingue em cinco níveis baseados no desempenho funcional diário, fornece a classificação objetiva da função motora de crianças e adolescentes e asclassifica de acordo com o uso ou não de tecnologia assistiva através de dispositivospara mobilidade. A classificação é feita de maneira crescente, quanto maior o grau delimitação motora, maior a pontuação do GMFCS.

A gravidade motora é prevista com maior exatidão após os 2 primeiros anos devida da criança, já que durante esse período quase metade dos bebês têm sua função motora grossa (avaliada por meio do GMFCS) reclassificada; ainda é difícil a avaliaçãodo tônus muscular e de suas alterações de acordo com o desenvolvimento da criança e neste período também ocorre grande desenvolvimento cerebral através do processo de neuroplasticidade, levando ao processo de reorganização cerebral em resposta aos estímulos ambientais como cuidados e terapias.

Como tratar?

A reabilitação de indivíduos com PC é de grande complexidade, pois além de abordar a melhora de componentes neuromotores, deve capacitá-los para o desempenho de atividades e tarefas em sua rotina e possibilitar participação social. O planejamento de intervenções terapêuticas eficazes para crianças com PC, exige entendimento dos mecanismos subjacentes ao controle postural das mesmas. O controle motor participa ativamente de todas as habilidades motoras, logo seu aperfeiçoamento gera melhorias nas atividades e funções do corpo.

Muitas intervenções terapêuticas para crianças com PC são evidenciadas na literatura científica e têm eficácia comprovada. Treinamentos motores específicos a tarefas, terapia de contenção induzida, therasuit, plataforma vibratória, estimulação transcraniana, estimulação elétrica funcional, fortalecimento e atividade física, equoterapia e atividades funcionais com suporte parcial de peso são recomendados como principais recursos no programa de atendimento à PC, pois induzem a neuroplasticidade e produzem ganhos funcionais, com comprovação na literatura.

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